10 filmes essenciais para entender François Truffaut

Um dos mais celebrados diretores de todos os tempos, François Truffaut foi dono de uma produção intensa em pouco mais de duas décadas. Ex-crítico da prestigiada Cahiers du Cinema – criada por Andre Bazin, seu tutor desde a juventude–, Truffaut estreou como diretor em 1959, com Os Incompreendidos, um filme autobiográfico que retrata a convivência com autoritarismo e os problemas de aceitação na infância. O filme é o primeiro em que Jean-Pierre Léaud interpreta Antoine Doinel, o alter-ego do diretor.

Entre 1959 e 1984 – ano de sua precoce morte por causa de um tumor no cérebro –, Truffaut dirigiu pouco mais de 20 longas, obra fiel à tradição cineclubística do autor: admirador de clássicos franceses e norte-americanos (especialmente, Alfred Hitchcock), Truffaut dirigiu de filmes noir (Atire no Pianista, 1960) à ficção científica (Farenheit 451, 1966). Seus temas favoritos, no entanto, são as relações conjugais e extra-conjugais (Domicílio Conjugal e Um Só Pecado, por exemplo) e a paixão pelas mulheres (Jules et Jim).

O CINECLUBE separou 10 filmes que mostram toda essa diversidade de um dos diretores mais aclamados da história do cinema.

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OS INCOMPREENDIDOS
(Les 400 Coups, 1959)

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Sinopse: Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) é um garoto de 14 anos que se rebela contra o autoritarismo da escola e desprezo de sua mãe e padrasto. Passa a frequentar cinema e, com o tempo, vai fazendo novas descobertas.

ATIREM NO PIANISTA
(Tirez sur le pianiste, 1960)

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Sinopse: Um drama policial com o astro Charles Aznavour no papel do pianista Edouard, que abandona a carreira para tocar em um bar, onde encontra um de seus irmãos, envolvido com a máfia.

UMA MULHER PARA DOIS
(Jules et Jim, 1962)

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Sinopse: O filme é sobre a amizade de dois homens, Jules e Jim (Oskar Werner e Henri Serre), e o amor de ambos pela mesma mulher, Catherine (Jeanne Moreau).

UM SÓ PECADO
(La Peau douce, 1964)

La Peau douce
Sinopse: Ao viajar para Lisboa, Pierre Lachenay (Jean Desailly) se apaixona pela aeromoça Nicole (Françoise Dorléac) e, para esconder o romance da esposa (Nelly Benedetti), passa a viajar com frequência.

FAHRENHEIT 451
(Fahrenheit 451, 1966)

Fahrenheit 451
Sinopse: Único filme em inglês e o primeiro em cores de Truffaut é uma adaptação do romance de Ray Bradburry, clássico da ficção científica. Em um estado totalitário, os bombeiros têm como função principal queimar qualquer tipo de material impresso, pois foi convencionado que literatura faz as pessoas infelizes e improdutivas.

BEIJOS PROIBIDOS
(Baisers volés, 1968)

Baisers volés
Sinopse: O terceiro filme protagonizado por Antoine Doinel (Léaud), alter-ego de Truffaut. Com o fim do serviço militar, Doinel procura um emprego e um amor em Paris.

A SEREIA DO MISSISSIPI
(La sirène du Mississipi, 1969)

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Sinopse: Louis Mahe (Jean-Paul Belmondo) é um empresário que mora em uma pequena ilha no Oceano índico. Depois de trocar cartas com uma pretendente (Catherine Deneuve), a recebe para o casamento, mas logo percebe que está sendo vítima de um golpe.

DOMICÍLIO CONJUGAL
(Domicile conjugal, 1970)

Domicile conjugal
Sinopse: A vida do professor de violino Antoine Doinel (Jean Pierre Léaud) e Christine Darbon (Claude Jade) é bastante pacata, até que a rotina do casal é alterada com a gravidez de Christine e uma relação extra-conjugal de Doinel.

A NOITE AMERICANA
(La nuit americaine, 1973)

La nuit americaine
Sinopse: Clássico sobre as loucuras de um set de filmagem. Um ator que fica deprimido porque sua noiva sai com um dublê, uma atriz que se entregou às bebidas e não consegue lembrar de suas falas. O diretor, por sua vez, tenta contornar tudo.
O ÚLTIMO METRÔ
(Le dernier metro, 1980)

Le dernier metro
Sinopse: Em 1942, Paris é ocupada pelos nazistas. Com isso, o judeu Lucas Steiner (Heinz Bennent) é impossibilitado de continuar a comandar o Theatre Montmartre. Marion (Catherine Deneuve) assume a direção e contrata Bernard Granger (Gerard Depardieu) para estrelar uma nova peça, dando início a um romance.

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