12 filmes para entender a ditadura militar brasileira

Seja durante os Anos de Chumbo ou, principalmente, na retomada do período democrático, os fatos e passagens sangrentas da ditadura militar brasileira (1964-1984) têm sido contados e relembrados pelo cinema brasileiro. O Cineclube selecionou 12 obras que trataram sobre o período: de narrativas semidocumentais como Manhã cinzenta (1968) e Cabra marcado para morrer (1984) à reconstituição de momentos chaves, como sequestro do embaixador americano, Charles Burke, em O que é isso companheiro (1996).

Para assistir – e nunca esquecer:

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MANHÃ CINZENTA
(Dir. Olney São Paulo, 1968)

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Com imagens de manifestações de rua, capturadas em São Paulo, em 1968, o diretor criou uma ficção sobre um casal que é preso e torturado em uma fictícia ditadura latino-americana. O diretor foi preso em 1969 e morto em 1978.

ELES NÃO USAM BLACK-TIE
(Dir. Leon Hirszman, 1981)

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Durante movimento grevista, um operário, preocupado com sua namorada que engravidou, resolve furar a greve liderada pelo próprio pai. A decisão gera um grande conflito familiar.

PRA FRENTE BRASIL
(Dir. Roberto Farias, 1982)

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Um homem comum é confundido com um subversivo e submetido a sessões de tortura. Foi um dos primeiros filmes a tratar abertamente sobre a ditadura militar brasileira.

CABRA MARCADO PARA MORRER
(Dir. Eduardo Coutinho, 1984)

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Narra a vida de João Pedro Teixeira, líder campeões paraibano, assassinado em 1962. Com o golpe militar, a filmagem é interrompida. Coutinho retomou o trabalho 17 anos depois com depoimentos que reconstituem a história de João pedro e das ligas camponesas.

NUNCA FOMOS TÃO FELIZES
(Dir. Murilo Salles, 1984)

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Rodado no último ano da ditadura, o filme de estreia de Murilo Salles conta a história de um jovem, que começa a investigar a vida do pai, militante político perseguido pelo regime.

LAMARCA
(Dir. Sérgio Resende, 1994)

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A história do ex-capitão do exército brasileiro Carlos Lamarca (Paulo Betti), que negociou a soltura de presos políticos em troca de um embaixador suíço, preso por eles.

O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?
(Dir. Bruno Barreto, 1997)

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Baseado no livro homônimo de Fernando Gabeira, o enredo trata do sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke, em setembro de 1969, por integrantes do MR-8

AÇÃO ENTRE AMIGOS
(Dir. Beto Brant, 1998)

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Quatro amigos se reúnem, 25 anos depois de serem presos pelas forças de repressão da ditadura. Eles ficam sabendo que o torturador, ao contrário da história oficial, está vivo e decidem sequestrá-lo.

CABRA CEGA
(Dir. Toni Venturi, 2004)

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Ferido, Tiago (Leonardo Medeiros) precisa se esconder na casa de um simpatizante. Seu único contato com o mundo lá fora é Rosa (Débora Duboc), com quem estabelece forte relação durante suas paranoias de perseguição.

QUASE DOIS IRMÃOS
(Dir. Lúcia Murat, 2004)

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Miguel (Caco Ciocler) é um senador que decide reencontrar o amigo de infância e traficante Jorge. De origens diferentes, eles se tornaram amigos na década de 1950 e reencontraram-se na prisão de Ilha Grande, nos Anos 1970, que recebia prisioneiros políticos e presos comuns.

O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS
(Dir. Cao Hamburguer, 2006)

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Mauro é um garoto que vai morar com o avô, já que seus pais saem de férias de forma inesperada e sem motivo aparente para ele. Na verdade, os pais eram perseguidos pela ditadura. Com a morte do avô, o garoto de 12 anos precisa se virar sozinho nos momentos de tristeza.

BATISMO DE SANGUE
(Dir. Helvécio Ratton, 2007)

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Baseado em livro homônimo de Frei Betto, conta o apoio de frades dominicanos – entre eles, o próprio Frei Betto – ao grupo guerrilheiro de Carlos Marighella, na década de 1960.

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