Na festa dos 80 anos, 10 filmes essenciais de Woody Allen

Woody Allen completa 80 anos nesta terça-feira (1º/12/2015), dos quais 50 foram dedicados a escrever, dirigir e atuar. De O que há, Tigresa? (1965) ao recente Homem Irracional (2015), Allen dirigiu pouco mais de 40 filmes, muitos protagonizados por ele, quase sempre passando por conflitos existenciais — a grosso modo, um Buster Keaton com pitadas de Bergman.

Para comemorar a data, O CINECLUBE listou 10 filmes essenciais do diretor. Mas antes de qualquer debate acalorado (afinal, muitos vão reclamar com razão a ausência de clássicos como Hannah e suas irmãs, Memórias ou Crimes e Pecados), o objetivo da lista não é eleger os melhores, mas apresentar as multifacetas de Allen: de comédias pastelões, romances neuróticos e sátiras às homenagens ao jazz, cinema e literatura, paixões do diretor.

Clássicos do cinema Banner FECHADO

A lista:

TUDO O QUE VOCÊ QUERIA SABER SOBRE SEXO (MAS TINHA MEDO DE PERGUNTAR)
Everything You Always Wanted to Know About Sex* (*But Were Afraid to Ask) (1972)

MGM: Woody Allen, holding a Woody Allen puppet from his film, "Everything You Always Wanted to Know About Sex, But Were Afraid to Ask."

Uma série de esquetes que vai do TV show “qual é a sua perversão?”, com Gene Kelly, à ficção científica que resulta em uma teta gigante e assassina. O grand finale é o espermatozóide quertionador vivido por Allen.

DORMINHOCO
Sleeper (1973)

Sleeper

Comédia pastelão, com toques de ficção científica, de primeiríssima qualidade. Allen em atuação a Buster Keaton.

A ÚLTIMA NOITE DE BORIS GRUSHENKO
Love and Death (1975)

Love and Death

Uma sátira dos grandes romances russos. Boris é um soldado covarde e medroso, um anti-herói que, temeroso com a morte, resolve chamá-la para dançar.

NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA
Annie Hall (1977)

Annie Hall

É o auge dos romances neuróticos do diretor. Talvez seja o filme que melhor sintetiza o seu estilo.

MANHATTAN
Manhattan (1979)

manhattan

A trilha sonora é assinada por Gershwin, a fotografia em um romântico preto e branco e os personagens naqueles desencontros e questionamentos de sempre.

ZELIG
Zelig (1983)

Zelig

Um falso-documentário divertidíssimo sobre Zelig (WA), que assumia as feições das pessoas que convivia. Atuação primorosa.

A ROSA PÚRPURA DO CAIRO
The Purple Rose of Cairo (1985)

The Purple Rose of Cairo

Durante a Depressão, uma garçonete (Mia Farrow) foge da sua triste realidade assistindo filmes. Mas ao ver pela quinta vez “A Rosa Púrpura do Cairo”, o herói sai da tela para declarar seu amor por ela.

A ERA DO RÁDIO
Radio Days (1987)

A ROSA PÚRPURA DO CAIO

As trilhas sonoras são a cereja de bolo nos filmes de Woody Allen, geralmente revivendo e redescobrindo algum clássico do jazz da década de 1930/1940. Neste filme, ele resolve fazer da música e dos anos de ouro os seus protagonistas.

DESCONSTRUINDO HARRY
Deconstructing Harry (1996)

650full-deconstructing-harry-screenshot

Depois de passar por uma fase com filmes mais “profundos” e viver um inferno astral no divórcio com Mia Farrow, Allen renasce com esse filme. Comédia ao seu melhor estilo.

MEIA-NOITE EM PARIS
Midnight in Paris (2010)

midnight in paris

Juntar Hemingway, Fitzgerald, Buñuel, entre outros, em um mesmo enredo tornando-os personagens tipicamente de Woody Allen, sem ser artificial e ainda conectando-os ao nosso tempo, é o grande trunfo do filme.

Cinema Europeu Banner FECHAD

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *