7 colaborações entre Godard e Anna Karina

Ícone da Nouvelle Vague francesa, a dinamarquesa Anna Karina se tornou, logo no início do movimento, a musa do diretor Jean-Luc Godard, com que se casaria em 1961. A modelo e atriz tinha 17 anos, quando se mudou para Paris, em 1957, já com experiência em cabarés e pequenos filmes, e passou a participar de comerciais de grifes como Pierre Cardin e Coco Chanel.

Godard, ainda crítico da Cahiers do Cinema, a viu pela primeira vez em um comercial dos sabonetes Palmolive. Ele ofereceu a Karina uma pequena participação em Acossado (1959), mas ela recusou a filmar uma cena nua. No ano seguinte, Godard ofereceu à atriz, de 21 anos, o papel de protagonista em O Pequeno Soldado (1960). Seria o primeiro de sete filmes de 1960 até 1966, um ano depois da separação – que, segundo Karina foi motivada pela obsessão de Godard pelo cinema. Juntos, ainda fizeram uma participação não creditada em Cléo de 5 à 7, de Agnès Varda.

A carreira da dinamarquesa, entretanto, vai muito além dos filmes com o ex-marido. Em carreira quase ininterrupta de 1960 a meados dos anos 1990, ele filmou com outros grandes diretores, como Roger Vadim (La Ronde, 1964), Luchino Visconti (O Estrangeiro, 1967), George Cukor (Justine, 1969), Rainer Fassbinder (Roleta Chinesa, 1976), entre outros.

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VERONICA DREYER, EM O PEQUENO SOLDADO
(Le petit soldat, 1960)

PEQUENO SOLDADO

Veronica trabalha para a Frente de Libertação Nacional durante a guerra da Argélia e se apaixona por um desertor. Tempos depois, extremistas franceses descobrem que ela havia o escondido e a tortura até a morte.

ANGELA RÉCAMIER, EM UMA MULHER É UMA MULHER
(Une femme est une femme, 1960)

une femme

Angela é uma dançarina de cabaré, que sonha ser mãe, desejo não compartilhado pelo marino.

NANA, EM VIVER A VIDA
(Vivre sa vie, 1962)

vivre

Nana é uma jovem que abandona o seu marido e o seu filho para iniciar sua carreira como atriz. Para financiar sua nova vida começa a trabalhar numa loja de discos, mas como não ganha muito dinheiro, decide virar prostituta.

ODILE, EM BANDA À PARTE
(Bande à parte, 1964)

bande

Odile é seduzida por dois ladrões, que ficam sabendo da fortuna de uma tia da garota. Eles tramam roubar seus bens mas, para isso, precisam que Odile se apaixone por um dos dois.

MARIANNE RENOIER, EM O DEMÔNIO DAS 11 HORAS
(Pierrot le fou, 1965)

pierrot

Marianne é uma babá que foge com seu chefe e ex-amante, que anda desiludido da vida. Na fuga, se envolvem com tráfico de armas e conspirações políticas

NATASCHA VON BRAUN, EM ALPHAVILLE
(Alphaville, 1965)

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Natascha é filha do professor von Braun, criador do Alpha 60, o computador sem sentimentos que comanda a cidade de Alphaville e ameaça destruí-la. Agora, ela terá de ajudar um agente a deter a máquina.

PAULA NELSON, EM MADE IN U.S.A
(Made in U.S.A, 1966)

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Paula Nelson vai à Atalantic City encontrar com seu marido, porém descobre que ele morreu de uma ataque cardíaco. Ela suspeita de homicídio e inicia a investigação.

O CASAL, EM CLÉO DE 5 À 7
(dir. Agnés Varda, 1962)

Além dos sete filmes dirigidos por Godard protagonizados por Anna Karina, os dois ainda aparecem juntos no filme de Agnés Varda, de 1962.É uma pequena esquete, imitando cinema mudo. A participação não está creditada no filme.

 

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