13 filmes essenciais para os amantes do jazz

O jazz foi responsável por guiar as emoções dos espectadores por tantas décadas que é praticamente impossível creditar e listar as contribuições do gênero para o cinema. Ele está nas telas do primeiro filme falado, O cantor de jazz (1927), até o atual vencedor do Oscar de melhor mixagem de som, Whiplash (2014). Entre os Anos 1930 e 1960, então, foram centenas de trilhas criadas por Elmer Bernstein ou Henry Mancini, por exemplo, que contemplavam o gênero. Neste ínterim, jazzistas como Duke Ellington e Miles Davis assinaram trilhas especiais e rostos como de Louis Armstrong não eram raros de se ver na telona.

Por isso, O CINECLUBE decidiu fazer uma lista bastante eclética – como dita o próprio jazz. Tem biografias como Música e Lágrimas (1954) e Bird (1988), que contam a vida de Glenn Miller e Charlie Parker, respectivamente; filmes cujo as trilhas foram compostas por gênios do jazz, caso de Ascensor para o Cadafalso (1959), gravada por Miles Davis em uma noite; e romances cujo fio condutor ou reduto são os tradicionais clubes de jazz, exemplos de Cotton Club (1984) e Kansas City (1996).

Para quem quer ir mais a fundo, o site Jazzonfilm tem o objetivo de criar uma espécie de enciclopédia do jazz no cinema. Por enquanto, aumente o volume e curtam nossa lista!

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O CANTOR DE JAZZ
(The Jazz Singer, dir. Alan Crosland, 1927)

These stills were issued in 1998 as part of Warner Bros. 75th Anniversary

O primeiro longa-metragem com falas e trilha sincronizadas é estrelado pelo cantor Al Jolson, que interpreta vários números musicais. O filme, baseado em peça homônima da Broadway, conta a história de um jovem que desafia as tradições familiares para se tornar um famoso cantor de jazz nas noites dos Anos 1920.

CAVALGADA DA MELODIA
(Syncopation, dir. William Dieterle, 1942)

SYNCOPATION 1942
O musical é uma crônica sobre a história do jazz na primeira metade do Século 20 a partir do romance de uma jovem sonhadora e um músico viúvo. A música guia o romance, que se passa entre as duas guerras e o período da depressão econômica.

MÚSICA E LÁGRIMAS
(The Glenn Miller story, dir. Anthony Mann, 1953)

O drama biográfico traz James Stewart no papel do compositor e band leader Glenn Miller, um dos grandes nomes do swing e recordista de vendas no fim dos Anos 1930 e início dos 1940. Miller, assim como grandes nomes de sua época realizou dois musicais em Hollywood: Sun Valley Serenade (1941) e Orchestra Wives (1942).

O HOMEM DO BRAÇO DE OURO
(The man with the golden arm, dir. Otto Preminger, 1955)

O HOMEM DO BRAÇO DE OURO

Frank Sinatra é um baterista e crupiê, que tem a carreira interrompida pelo vício em drogas – as imagens de Sinatra injetando heroína, aliás, causaram polêmica à época. A trilha sonora é assinada por Elmer Bernstein e é uma das mais vibrantes e fortes da história do cinema.

ASCENSOR PARA O CADAFALSO
(Ascenseur pour l’échafaud, dir. Louis Malle, 1958)

Talvez a maior contribuição direta de um músico para um filme. Miles Davis gravou toda trilha sonora, a convite de Malle, em poucas horas: começou na noite do dia 4 e terminou na manhã de 5 de dezembro de 1957. O resultado foi infalível: Miles Davis, Jeanne Moreau e a noite parisiense só poderiam resultar em clássico.

ANATOMIA DE UM CRIME
(Anatomy of a murder, dir. Otto Preminger, 1959)

Outro filmaço de Otto Preminger que pode ser apreciado de olhos fechados. Um dos clássicos de tribunal, o filme tem a trilha assinada por Duke Ellington, um dos nomes mais influentes do jazz dos Anos 1920 aos 1960. O piano de Ellington tem papel importante em vários trechos do filme de quase três horas de duração.

PARIS VIVE À NOITE
(Paris Blues, dir. Martin Ritt, 1961)

Outra trilha sonora assinada por Duke Ellington. Dois músicos americanos expatriados, vividos por Paul Newman e Sidney Poitier, escolhem Paris para seguir carreira e acabam vivendo aventuras amorosas. O trompetista Louis Armstrong faz uma ponta no filme.

O OCASO DE UMA ESTRELA
(Lady sings the blues, dir. Sidney Furie, 1972)

O OCASO DE UMA ESTRELA

Ao contrário de Bird (1988), a cinebiografia de Billie Holiday está longe de ser unanimidade, mas merece destaque pela interpretação de Diana Ross, que interpreta a cantora de vida conturbada. O filme é baseado em autobiografia homônima lançada em 1956, três anos antes da morte de Lady Day.

COTTON CLUB
(The Cotton Club, dir. Francis Ford Coppola, 1984)

COTTON CLUB

O Cotton Club é uma das mais famosas casas de jazz dos Estados Unidos dos Anos 1920, localizada no Harlem, em Nova York. O local é marcado por ser um trampolim para músicos e também por ser cenário de brigas entre gangsteres irlandeses, judeus e mafiosos italianos. Neste ambiente se desenvolve a trama que tem como protagonista Richard Gere, no papel de um músico que salva a vida de um gangter, vivido por James Remar.

POR VOLTA DA MEIA-NOITE
(Round Midnight, dir. Bertrand Tavernier, 1986)

ROUND MIDNIGHT

O filme conta com a participação de vários grandes nomes do jazz, como o baixista Ron Carter, o saxofonista Wayne Shorter e o pianista Herbie Hancock. A história é sobre um veterano saxofonista escalado para tocar no Blue Note, em Paris, mas que precisa desafiar os problemas de alcoolismo. A história teria sido inspirada nas vidas de Bud Powell e Lester Young.

BIRD
(Bird, dir. Clint Eastwood, 1988)

BIRD

A cinebiografia indispensável para fãs de jazz. Forest Whitaker, vencedor do prêmio de melhor ator em Cannes, interpreta o saxofonista Charlie Parker de forma brilhante. Do virtuosismo à derrocada em drogas, Bird é um retrato cru de um dos pais do Bebop e um dos maiores músicos de jazz de todos os tempos. No ano seguinte, Eastwood dirigiu um documentário sobre o pianista Thelonious Monk, chamado Straight, No Chaser.

KANSAS CITY
(Kansas City, dir. Robert Altman, 1996)

Kansas city

Entre cigarros, gangsteres e muito jazz, Robert Altman reconstrói o cenário sombrio, violento e conflitante da política norte-americana nos anos pós-depressão econômica. Homenagens a Coleman Hawkins e Lester Young, que são interpretados em uma apresentação no Hey Hey Club, estão no setlist de uma das trilhas mais lembradas pelos fãs de jazz.

WHIPLASH – EM BUSCA DA PERFEIÇÃO
(Whiplash, dir. Damien Chazelle, 2014)

whiplash

Embora muito recente, Whiplash tem tudo para entrar na lista definitiva dos fãs de jazz. O filme que deu o Oscar de melhor ator coadjuvante a J.K. Simmons, um professor de música perverso, é um retrato (um pouco romanceado e exagerado, claro) das consequências que a busca pela perfeição podem trazer. O filme tem ótimos momentos e o solo de bateria em Caravan, certamente, é para aplaudir de pé.

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3 comments on “13 filmes essenciais para os amantes do jazz
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